Stock Car: os impactos da combustão de gasolina.

A liberação de dióxido de carbono (CO2) e outros poluentes no meio ambiente.

Há 136 anos, apresentando uma aparência diferente dos atuais, uma das invenções mais notórias estreava a sua presença no cotidiano da sociedade e nas ruas da cidade de Mannheim, na Alemanha.

Com um formato similar a de uma carruagem, possuindo apenas três rodas na sua estrutura, o primeiro carro equipado com motores a quatro tempo – modelos que ainda são utilizados nos veículos modernos – realizava, em sua velocidade máxima de 16km/h, a viagem pioneira registrada por um automóvel com essas características. Além deste feito inédito para a época, o Patent-Motorwagen iniciava outro processo comum nos dias de hoje: a combustão de gasolina e a liberação de Dióxido de Carbono (CO2) – e outros poluentes – durante os trajetos. 

Entenda como funciona o processo de combustão e os danos gerados

Tanto no passado como no presente, este procedimento é essencial para ativar o desempenho dos motores presentes nos veículos, pois gera uma reação química entre substâncias liberando o calor e a luz necessários para o funcionamento do carro.

Porém, durante a combustão, diversos produtos são liberados nos escapamentos, como Monóxido de Carbono (CO) e Óxidos de Nitrogênio (NOx), que são altamente perigosos à saúde e ao meio ambiente. 

Em alto nível, esses elementos podem causar dificuldade ao respirar, dor de cabeça e, em casos graves, até a morte. Além disso, são os grandes responsáveis no aumento dos buracos na camada de ozônio em nosso planeta, contribuindo para o efeito estufa e no aquecimento da temperatura global. 

Para compreender os impactos negativos desse método no dia a dia, um veículo simples (popular) e movido à gasolina libera cerca de 120 gramas de gás carbônico por quilômetro rodado, com a quantidade sendo variável de acordo com a potência do motor.

Em São Paulo, por exemplo, segundo o inventário de emissões veiculares realizado pela CETESB de 2018, os carros despejaram em seus trajetos, naquele ano, 299 mil toneladas de Monóxido de Carbono (CO), 63 mil toneladas de Hidrocarbonetos Não Metano (NMHC), 165 mil toneladas de Óxido de Nitrogênio (NOx) e outras toneladas de poluentes tóxicos.

Os danos ao meio ambiente não são exclusivos de veículos tradicionais e da rotina urbana, mas também, alcançam níveis devastadores na área do automobilismo.

Entre altas velocidades, trocas de marchas e pausas para o abastecimento e troca de pneus no Pit Stop, os carros de Fórmula 1 liberam cerca de 500 kg de dióxido de carbono (CO2) por corrida. Segundo os dados da Federação Internacional do Automóvel (FIA), em 2019, os automóveis da F1 deixaram mais de 255 mil toneladas de CO2 no final daquela temporada.

Há uma maneira de neutralizar?

De acordo com a pesquisa realizada por Marcelo Akira Kanno (UNICAMP) sobre os impactos do automobilismo no meio ambiente, para realizar a absorção de apenas as emissões de CO2 liberadas durante a temporada da Fórmula 1 seriam necessárias 8500 árvores maduras.

Para mensurar um pouco mais os danos gerados apenas por esses veículos e a quantidade de árvores necessárias para neutralizar as consequências, é possível projetar com a quantia existente no planeta. 

Conforme indica o estudo da Revista NatureRevista NatureRevista Nature, o número de árvores existentes no mundo é cerca de 3,04 trilhões, com uma margem de erro de 5%. Essas estatísticas apontam que há 422 para cada ser humano vivo. Para combater as emissões cedidas pelas temporadas do automobilismo, os veículos da Fórmula 1 necessitam de 20 vezes mais o número de apenas uma pessoa para contabilizar os 8500. 

Em busca de ações que neutralizem as emissões de poluentes, a Stock Car adotou a prática de neutralização dos Dióxidos de Carbono (CO2) com a plantação de árvores e plantas. Com o projeto pioneiro que ficou conhecido como Selo Carbono Zero, a categoria plantou mais de 1.500 mudas para compensar as 45 toneladas de gás carbônico liberadas pela combustão de cerca de 20 mil litros de combustível dos seus veículos durante a corrida. 

Além da descarbonização através do cultivo e cuidados com áreas verdes, o surgimento das novas tecnologias para os automóveis permite uma diminuição na taxa de emissão de poluentes, mas em níveis mais lentos, pois o alto preço de aquisição e o custo de manutenção dos sistemas nestes veículos mais modernos são valores fora da realidade para boa parcela da população que já possui modelos mais antigos. 

Como posso neutralizar sua emissão de CO2 na Moss?

Hoje qualquer pessoa, física ou jurídica pode adquirir o MCO2 Token: o crédito de carbono vendido pela Moss. Para adquirir o seu, é só clicar aqui. É rápido, além de ser um ativo perene, seguro e auditado por instituições internacionais, que regulam o mercado de crédito de carbono.

Em um pouco mais de um ano, já enviamos cerca de 100 milhões de reais para projetos que trabalham na preservação do meio ambiente.

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Blockchain: O que é e para que serve?

Entenda como funciona a tecnologia que está revolucionando estruturas de negócios pelo mundo – e o seu dia a dia.

O assunto pode até assustar. E faz sentido. Entender – e também tentar explicar – o que é blockchain continua sendo uma missão árdua, mesmo ela já tendo 11 anos de operação. Isso ocorre justamente pela complexidade dessa tecnologia, responsável por uma das maiores revoluções que estamos vivendo.

A tecnologia blockchain tem transformado estruturas de mercados, agilizou processos em diferentes indústrias e está no seu dia a dia – já vamos chegar lá. Antes, vamos entrar um pouco no funcionamento dela.

Como a tecnologia blockchain opera?

Primeiro, vamos à tradução da palavra, que pode ajudar para uma ideia inicial: “cadeia de blocos”. 

Para definir de uma forma simples: a blockchain é uma rede mundial descentralizada, de milhares de computadores, que trabalham de forma acelerada e em larga escala, verificando os dados e as transações registradas nela. 

Cada verificação forma um bloco, que funciona como validação. Por exemplo, se você registra os dados do contrato da venda de um imóvel na blockchain, esses dados vão percorrer a rede e serão verificados pelos computadores. Isso evita, por exemplo, que um mesmo imóvel seja vendido para mais de uma pessoa – para falar aqui de forma bem resumida e direta sobre um dos aspectos da blockchain.

Daria para comparar a um livro contábil, porém tecnológico, gigantesco, ágil e visível para o mundo todo. Isso também não significa que todo mundo vai poder ver os dados do seu contrato de venda de um imóvel. O que fica transparente são as verificações que o validaram, com informações como data e hora. 

Leia também: https://moss.earth/pt-br/o-que-sao-exchanges/

Mas a blockchain é confiável? 

Os blocos verificados são criptografados, o que os torna invioláveis. Não podem ser corrompidos ou apagados. E como a rede está toda conectada, um mesmo dado ou código que representa alguma transação não pode ser repetido. Se for repetido, a rede não valida. 

Por isso, uma das palavras mais usadas por especialistas para definir a blockchain é confiança. 

Aí pode surgir uma dúvida: quem é que faz essas validações? Tem uma pessoa ali sentada em frente ao computador verificando cada dado? Claro que você sabe que não, é algo humanamente impossível. Mas isso é assunto para nosso próximo artigo – entrar mais a fundo na operação da blockchain. 

Blockchain no meu dia a dia?

Se você achou estranho quando falamos isso lá no início, normal. Como é uma tecnologia difícil de traduzir em uma explicação simples – inclusive para quem trabalha diretamente com ela -, a blockchain acaba passando despercebida. 

Qualquer empresa pode utilizar a blockchain: seja para registrar dados dos funcionários, processos internos e produtos, seja para registrar operações com clientes. A rede também é usada para transações financeiras.

Mas como é feito o acesso? Existem várias empresas que oferecem plataformas para uso da blockchain. Além disso, várias estruturas de “cadeia de blocos” derivaram da primeira blockchain, que começou a funcionar com código aberto em 2009. 

Quando a blockchain é usada por uma loja ou uma fábrica, por exemplo, os processos, de uma forma geral, continuam os mesmos de um sistema normal, como softwares para cadastros de clientes, produtos, estoque, serviços, etc. O que muda, na blockchain, é a base das operações: uma rede global, eficiente e segura – que esperamos ter ajudado você a conhecer melhor.

Leia mais em: https://moss.earth/pt-br/a-seguranca-da-tecnologia-blockchain/

Não perca nossos próximos conteúdos. A Moss, além de transacionar tokens créditos de carbono em blockchain e salvar florestas, produz materiais exclusivos para você ficar por dentro de temas relevantes. E para ajudar você a ajudar o planeta.

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Conheça o projeto Fazenda Fortaleza Ituxi

O projeto Fazenda Fortaleza Ituxi visa proteger a floresta localizada em uma das regiões de maior taxa de desmatamento da Amazônia: o município de Lábrea. 

Iniciado em 2013, o Fazenda Florestal Ituxi é um projeto de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). Está localizado no município de Lábrea, no Sul do Amazonas.

Localizada no chamado “Arco do Desmatamento”, a região possui grande tradição agrícola e é o quarto município mais desmatado do Amazonas.

O motivo é sua localização remota, adicionada a ausência de fiscalização pelos órgãos governamentais, o que catalisa a grilagem de terras, o desmatamento e extração ilegal de madeira.

O projeto Fazenda Fortaleza Ituxi foi criado visando proteger o bioma local e evitar o desmatamento, com estimativa de evitar a emissão de 720,470 toneladas de gases de efeito estufa (GEE). Ao longo de 30 anos, serão conservados mais de 46,592 mil hectares da rica biodiversidade da floresta amazônica.

O que é o Projeto Fazenda Fortaleza Ituxi REDD?  

O projeto REDD Fortaleza Ituxi visa proteger as florestas localizadas em uma das regiões de maior taxa de desmatamento na Amazônia: o município de Lábrea. O projeto também inclui a implementação de atividades para apoiar e garantir o manejo florestal sustentável, beneficiando a comunidade local. 

A sigla REDD significa Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, que é um incentivo para recompensar financeiramente projetos que estão reduzindo o desmatamento.  Com atividades sustentáveis, é possível evitar emissões de gases do efeito estufa associados ao desmatamento e à degradação florestal.  

O Fazenda Florestal Ituxi possui certificação VCS (Verified Carbon Standard). Além de um rigoroso sistema de monitoramento da região, que garante a correta preservação da área do projeto.

“Quando começamos, desdenharam do projeto. Diziam para eu desmatar tudo e criar gado. Hoje me procuram perguntando sobre como podem investir também”, comenta Ricardo Stoppe Jr., proprietário da Fazenda Ituxi. “Se a viabilização financeira se mantiver com a venda dos créditos de carbono, eu realmente acredito que a Amazônia pode ser salva.”

O plano de manejo florestal começou a ser implementado em 2013 e tem uma duração proposta de 30 anos. Até 2015, foi estimada uma redução de 1.181.732 tCO2 de emissões de gases do efeito estufa. Contudo, o início da implementação foi bem difícil, por causa de grileiros, posseiros, invasores e a conscientização dos moradores locais. 

Atualmente, Ricardo está muito confiante e feliz com os resultados do projeto. “Se a viabilização financeira se mantiver com a venda dos créditos de carbono, eu realmente acredito que a Amazônia pode ser salva.” O dono da fazenda destaca que a parte mais difícil foi fazer com que as pessoas entendessem o projeto e seus benefícios para além da parte financeira. Hoje, Ricardo destaca que já há procura de outras pessoas para investimento em novas áreas, que também são bastante desmatadas. 

O manejo florestal sustentável é o principal objetivo do projeto. O sucesso da Fazenda Ituxi pode ser explicado pela seriedade e fiscalização com que tudo é realizado. 

Com o objetivo de combater o alto grau de desmatamento da região, o projeto assume comprometimento com o desenvolvimento socioambiental local. Desta forma, incentiva o manejo sustentável, além de capacitar a comunidade local para explorar os recursos florestais de maneira equilibrada, tanto na pecuária como no cultivo de açaí e castanhas. 

Além disso, os trabalhadores de Lábrea recebem treinamento técnico para a pecuária sustentável e manejo florestal. O projeto Fazenda Florestal Ituxi também visa, no futuro, instalar uma pequena fábrica de processamento de produtos não madeireiros e um viveiro de produção de mudas. 

Hoje, o projeto preserva o bioma amazônico e sua rica diversidade, evitando o uso predatório da floresta e o desmatamento ao fomentar atividades sustentáveis para o desenvolvimento socioeconômico da região.

Conheça mais projetos clicando aqui.

Como você pode ajudar? 

Você sabia que, em média, uma pessoa gera ao ano mais de 1,6 toneladas de gás carbônico? Imagine esse valor ao multiplicar por todos os habitantes do planeta? Assim, não apenas as empresas, mas os cidadãos também possuem responsabilidades quanto à poluição. 

Ao comprar um crédito de carbono, é possível contribuir com o meio ambiente, evitando que 1 tonelada de gás carbônico seja gerada, colaborando positivamente com a mudança da realidade atual. 

Assim, o valor da comercialização desses créditos é destinado a projetos sociais e ambientais, como o projeto da Fazenda Fortaleza Ituxi. Dessa forma, quanto mais créditos forem comercializados, maior será a percepção de valor da floresta, diminuindo o desmatamento e tornando mais rentável mantê-la de pé do que derrubá-la. 

Portanto, você também pode e deve ajudar a floresta Amazônica, promovendo projetos como o da Fazenda Ituxi. Ao comprar créditos de carbono, você impactará positivamente a sociedade, sendo apenas o começo de todo bem que esse mercado pode trazer para as florestas.

Saiba Mais: FORTALEZA ITUXI REDD PROJECT

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Os impactos positivos do projeto Agrocortex

O projeto Agrocortex está prevenindo o desmatamento na Amazônia, ajudando na preservação da biodiversidade local, da fauna e dos recursos hídricos.

O que é a Agrocortex Madeiras do Acre?

A Agrocortex Madeiras do Acre é uma empresa do setor florestal brasileiro focada na sustentabilidade. Ela une a conservação ambiental, através do manejo florestal na Floresta Amazônica e a responsabilidade social, por meio da melhoria da qualidade de vida das pessoas da região em que o projeto está inserido.

O manejo florestal sustentável é uma forma de interagir com a floresta para extrair madeira. O objetivo é causar o mínimo de impacto à floresta e ajudar na conservação da mata e da biodiversidade local. Assim, podemos dizer que o manejo sustentável estimula o desenvolvimento da floresta. Estima-se que na área do projeto Agrocortex existam mais de 400 espécies de aves, o que representa cerca de 20% do total das espécies catalogadas no Brasil.

Iniciado em 2014, Agrocortex é um projeto de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal (REDD). Está localizado na divisa dos estados do Acre e do Amazonas. 

A área do projeto está localizada dentro da Fazenda Seringal Novo Amapá, que está situada entre os municípios de Manoel Urbano, Pauini e Boca do Acre, no sudoeste da Amazônia.

A região é ameaçada por estar localizada no chamado “Arco do Desmatamento”, área pressionada pela pecuária, extração de madeira e por rodovias.

A empresa sustenta um dos maiores projetos de exploração florestal sustentável do Brasil voltado para a produção madeireira a longo prazo, baseado em práticas que respeitam o meio ambiente de modo a nunca exaurir os recursos naturais e ainda contribuir para que a floresta se regenere.

Além disso, é o único Plano de Manejo Florestal Sustentado (PMFS) no Brasil que é autorizado a explorar a espécie Swietenia macrophylla, King (Mogno) mediante conformidade com legislação específica e o acompanhamento por parte do Comitê Técnico Científico da CITES.

Qual o objetivo do projeto REED Agrocortex? 

O Projeto Agrocortex foi criado visando a preservação da mata e da biodiversidade que cobre 96% do Acre. Assim, o projeto estima evitar a emissão de 483.594 toneladas de CO2 anuais. Será conservada uma área de 186.369,66 hectares, que possui rica biodiversidade.

A área do projeto está localizada dentro da Fazenda Seringal Novo Macapá, que está situada nos municípios de Manoel Urbano, Pauini e Boca do Acre, nos Estados do Acre e Amazonas, sudoeste da Amazônia.

A propriedade está localizada no chamado “Arco do Desmatamento Amazônico”, pressionada por todos os lados pela pecuária, extração de madeira – legal e ilegal – e por rodovias. 

Além de contribuir para a conservação de longo prazo da região, o Projeto Agrocortex REDD também tem a função de estabelecer uma barreira contra o avanço do desmatamento, dando uma importante contribuição para a conservação da biodiversidade do sudoeste da Amazônia e também para a regulação do clima no Brasil e na América do Sul. 

Em 2020, o Agrocortex REDD Project foi o vencedor do prêmio Voluntary Carbon Market Rankings 2020, na categoria Melhor Projeto Individual de Compensação. “De 2014 a 2020, o projeto já evitou o desmatamento de 5.300 hectares de floresta. Além disso, gerou renda e emprego para uma das regiões mais pobres do Brasil”, explicou Marcos Pretto, CEO da Agrocortex. 

O Projeto Agrocortex REDD conta com certificações VCS, SocialCarbon e FSC® e 100% das vendas de créditos de carbono são reinvestidas no projeto. 

O Projeto Agrocortex REDD está comprometido em estabelecer uma barreira contra o avanço do desmatamento, dando uma importante contribuição para a conservação da biodiversidade do sudoeste da Amazônia e também para a regulação do clima no Brasil e na América do Sul.

Ao preservar as atividades de subsistência local e buscar criar iniciativas para extrair madeira de forma não predatória, o projeto fomenta o manejo florestal sustentável na Floresta Amazônica e responsabilidade social. O que contribui para a preservação a longo prazo do meio ambiente.

Quais as perspectivas para o futuro? 

O projeto sustenta um dos maiores projetos de exploração florestal sustentável do Brasil, baseado em práticas que respeitam o meio ambiente de modo a nunca exaurir os recursos naturais, contribuindo para que a floresta se regenere.

Hoje, o Brasil certifica apenas 5 milhões de créditos por ano, mas tem potencial para certificar 1,5 bilhões. Se o preço dos créditos se aproximarem ao do valor atual europeu, isso pode resultar em 60 bilhões de dólares em exportações para a floresta Amazônica brasileira.

Assim, projetos como o do Agrocortex geram inclusão social, desenvolvimento econômico, proteção florestal e compensação de carbono.

Saiba Mais: AGROCORTEX REDD PROJECT

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Conheça o projeto Amazon Rio REDD+ IFM

O projeto Amazon Rio REDD IFM foi estruturado para evitar a emissão de aproximadamente 3,2 milhões de toneladas de carbono, beneficiando de forma direta mais de 450 famílias em uma área de 20 mil hectares de biodiversidade Amazônica.

O projeto tem uma abordagem holística e segue alguns objetivos segundo os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. São preceitos do Amazon Rio: contribuir para a manutenção do clima global, por meio de atividades que evitem a emissão dos GEE. Substituir a exploração seletiva florestal por um projeto de conservação da biodiversidade; preservar a cultura tradicional das comunidades, gerar renda e desenvolvimento local. 

Entenda melhor! 

O que é o projeto Amazon Rio REDD+ IFM? 

O projeto Amazon Rio REDD + IFM consiste na conservação de um mosaico de quatro áreas particulares denominadas Amazon Rio I, II, III e IV. Juntas elas somam 20.387 hectares de floresta primária, localizadas no Município Manicoré no Estado do Amazonas. 

O início do projeto ocorreu em 2012 e o período previsto para sua duração é de 37 anos, que podem ser estendidos. O objetivo principal é reduzir as emissões de gases do efeito estufa pela degradação evitada.

Para atingir o objetivo, as ações desenvolvidas preveem: a conservação dos ecossistemas florestais e da biodiversidade; o desenvolvimento social sustentável da região, incluindo a promoção do ecoturismo e pesquisa científica, e as reduções de emissões de dióxido de carbono (CO2) através da contenção do desmatamento e degradação florestal.

Em fevereiro de 2011, a área foi adquirida pela Empresa Brasileira de Conservação de Florestas (EBCF) que, para colocar em prática os objetivos do projeto, tomou duas importantes decisões: paralisar as operações de extração de madeira que estavam em andamento nas áreas do Projeto desde 1999 e transformá-las em Reservas Particulares de Desenvolvimento Sustentável (RPDSs).

Assim, foi possível evitar a emissão de GEE e os impactos ambientais na flora e fauna que seriam gerados com a exploração e beneficiamento da madeira. Em substituição, foi implementado um projeto de uso alternativo de terra, sem impactos ao ambiente e que envolveu as comunidades locais como agentes do processo. 

O projeto Amazon Rio REDD IFM foi estruturado para evitar a emissão de aproximadamente 3,2 milhões de toneladas de carbono, beneficiando de forma direta mais de 450 famílias em uma área de 20 mil hectares de biodiversidade Amazônica. Também é importante considerar o fato de que as comunidades locais utilizam as áreas do projeto para sua subsistência, por meio do extrativismo de produtos florestais, como castanhas, frutas, óleos, cipós, além da pesca e caça.

Quais os impactos do projeto? 

O projeto ainda está em desenvolvimento, mas já é possível perceber alguns avanços. Em relação ao clima, quando os ecossistemas estão em equilíbrio, há uma maior resiliência ecológica e social e adaptabilidade frente às mudanças. Ou seja, uma floresta protegida, está mais apta a passar por variações como estiagem ou excesso de chuvas. 

A estimativa é que a cada ano seja reduzida cerca de 86.734,00 (tCO2e). Além disso, com a criação de unidades de conservação de uso sustentáveis, levantamentos e inventários biológicos, o projeto consegue proteger as aves, a biota aquática, os mamíferos, os répteis e os anfíbios.

Há ainda outros impactos que se espera atingir: fim das atividades de corte seletivo, principalmente, das espécies copaíba jacaré, garrote, envira cutia, copaíba mari-mari e paricá, que correspondem a 89% da madeira extraída da região. O projeto também busca diminuir a pesca comercial de espécies de tambaqui e pirarucu e caça de mamíferos e aves. 

Do ponto de vista social, Amazon IFM tem uma forte atuação junto a população da região. Os produtos florestais madeireiros e não madeireiros são utilizados por quinze comunidades ribeirinhas distribuídas em seu entorno. Especialmente, a castanha-do-Brasil, cuja comercialização conta com o apoio das cooperativas da região. 

Ou seja, o projeto Amazon Rio REDD+ IFM tem o objetivo de gerar impactos ecológicos positivos, mantendo as florestas de pé e valorizando a conservação da Amazônia. Além disso, os benefícios desses projetos vão além da preservação ambiental, que também impacta positivamente as comunidades ao entorno do projeto e, consequentemente, melhora a economia do local. 

Com essa proteção e atividades voltadas ao extrativismo e preservação, a população não precisa migrar para outras cidades para conseguir subsistência e com a ajuda de cooperativas, consegue retirar o seu sustento da floresta.

Você sabe como a venda de créditos de carbono ajuda a preservação da Amazônia e projetos como o Amazon Rio REDD + IFM?

Os créditos de carbono ou Redução Certificada de Emissões são certificados emitidos para uma pessoa ou empresa que reduziu a sua emissão de GEE.

Cada crédito equivale a uma tonelada de dióxido de carbono e essa medida serve para calcular a redução das emissões de gases de efeito estufa e possibilitar o seu valor de comercialização. Ou seja, por meio de uma plataforma, como a da Moss, é possível estabelecer um mercado de carbono, em que os créditos são vendidos às empresas ou pessoas físicas. Com esse valor, é possível ajudar na diminuição do aquecimento global e preservação da floresta Amazônica. 

Se você se interessou por esse projeto e quer ajudá-lo a continuar existindo, acesse a plataforma da Moss e compense a sua pegada através do MCO2 Token.

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Aumento do desmatamento na Amazônia

De agosto de 2019 até 31 de julho de 2020, 9205km² de área de floresta foram desmatadas na Amazônia. 

O desmatamento na Amazônia vem aumentando exponencialmente nos últimos anos. Apesar da criação de institutos e projetos que visam proteger a floresta, como o projeto da Fazenda Ituxi, infelizmente, o número de áreas desmatadas não para de crescer. 

A Floresta Amazônica é reconhecida como um repositório de serviços ecológicos, tanto para a comunidade local e os povos indígenas da região quanto para o restante do mundo.

Ela representa um terço das florestas tropicais do mundo e desempenha um papel imprescindível na manutenção da qualidade do solo, estoques de água doce e proteção da fauna e flora do local. 

Além disso, os processos que ocorrem na floresta, como evaporação e transpiração, ajudam a manter o equilíbrio climático de várias regiões do país. Porém, à medida que a Amazônia é desmatada, o aquecimento global é intensificado e todos os processos existentes na floresta são prejudicados.

A importância da floresta Amazônica 

Você sabe qual a importância da região Amazônica para todo ecossistema? Essa região contém mais da metade da biodiversidade do planeta e tem um papel preponderante no uso dos seus recursos hídricos. Só a região concentra 20% da água doce do planeta que é utilizada para fornecimento de água potável, navegabilidade e aproveitamento energético. 

O Brasil tem a segunda maior área florestal do mundo, ficando apenas atrás da Rússia. São 500 milhões de hectares, praticamente duas Índias ou Argentinas só de florestas.

Além disso, por abrigar mais da metade da biodiversidade do planeta, as plantas e animais da região servem como base para a fabricação de medicamentos e insumos que podem salvar milhares de vidas por todo o mundo.

Os pesquisadores acreditam que menos de 0,5% das espécies da flora foram detalhadamente estudadas quanto ao seu potencial medicinal. Contudo, com o avanço rápido do desmatamento, corre-se o risco de plantas e animais serem extintos antes mesmo de serem estudados, eliminando uma fonte importante para o desenvolvimento da biotecnologia. 

A Amazônia também contribui economicamente com a vida de 400 mil famílias que vivem do extrativismo. Ou seja, a extração de produtos não-madeireiros, como óleos, resinas, ervas e frutos. Essa extração, racionalmente utilizada, não prejudica os recursos florestais e traz benefícios econômicos à população local, melhorando sua qualidade de vida e fixando a população no campo. 

A região tem o maior estoque de carbono do mundo. A quantidade é tão grande que, olhando os 10 países que mais produzem créditos de carbono, o Brasil sozinho teria produção maior que a soma do 4° ao 10°. Ainda que nem todo o estoque brasileiro seja “certificavel”, levando em consideração o valor de cada crédito de carbono atual, de US$ 30, o Brasil teria um tesouro de US$ 1.5 trilhões. 

O avanço do desmatamento na Amazônia 

Em 2019, o desmatamento na Amazônia aumentou 34% em comparação ao ano anterior. Em abril de 2020, os estados que mais perderam mata, foram: Pará (32%), Mato Grosso (26%), Rondônia (19%), Amazonas (18%), Roraima (4%) e Acre (1%). 

Além disso, o desmatamento aumentou 90% em regiões de terras indígenas junto com a descrença que haveria multas e punições, para quem praticasse o ato. Um dos grandes motivos do desmatamento deve-se às declarações do Presidente e Ministro do Meio Ambiente, que flexibilizam e diminuem a gravidade do que tem acontecido na região. 

O desmatamento na Amazônia é uma preocupação para o Brasil e o mundo. Afinal, essa ação leva a alterações significativas para o funcionamento do ecossistema como um todo.

Além do desmatamento, as queimadas também preocupam os protetores da região. Pelos cálculos dos pesquisadores do IPAM, se o ritmo acelerado de desmatamento se mantiver, quase 9 mil quilômetros quadrados de floresta podem virar cinzas. 

O papel da floresta no ecossistema

A floresta desempenha um papel-chave na redução de níveis de poluição. Em condições naturais, as árvores retiram CO2 da atmosfera e o absorvem para realizar a fotossíntese. Desse processo, as plantas obtêm oxigênio, que é liberado no ar, e o carbono fica armazenado internamente para manter o crescimento da planta. Devido a esse processo, atualmente, a Amazônia armazena em suas florestas o equivalente a uma década de emissões globais de carbono.

Mas, com o desmatamento e a queimada das florestas, cerca de 200 milhões de toneladas de carbono são liberadas por ano na atmosfera, cerca de 2,2% do fluxo total do globo. Para piorar toda a situação, onde existiam florestas tropicais e úmidas, passa a ter pastagens para a criação de gados. 

Esse tipo de produção também libera CO2 na atmosfera, aumentando ainda mais os níveis de poluição. Essa mudança não traz benefícios ambientais e nem econômicos. O retorno econômico da pecuária extensiva na Amazônia é de apenas 4% se comparado com a exploração madeireira de manejo sustentável, que possui desempenho de 71%. 

A mudança dessa realidade 

Para uma mudança efetiva dessa realidade, é importante e necessário que os órgãos governamentais intensifiquem a fiscalização e que o Executivo crie leis com punições mais severas quanto aos desmatamentos e às queimadas na região. Mas, enquanto isso não acontece, é possível que o cidadão contribua para diminuir os impactos negativos dessas práticas. 

Há diversos projetos sendo desenvolvidos na Amazônia, com a finalidade de manter a floresta de pé e diminuir o número de desmatamento. Essas ações impactam positivamente a parte ambiental, social e econômica da região e são financiadas por meio da venda de créditos de carbono.

Os créditos de carbono são certificados digitais que representam quanto de dióxido de carbono (CO2) uma empresa deixou de lançar na atmosfera ou o quanto de sua emissão foi evitada por meio de projetos sociais. Assim, ao comprar um crédito de carbono, você evita que 1 tonelada de gás carbônico seja gerada, contribuindo para a manutenção da floresta.

Como a Moss pode ajudar a neutralizar pegadas de carbono?

Uma opção para reduzir e até neutralizar totalmente a sua pegada de carbono é a compra de créditos de carbono pela Moss, a maior plataforma ambiental do mundo.

O crédito de carbono é um certificado que comprova que uma tonelada de dióxido de carbono (CO²) deixou de ser emitida para a atmosfera.

Alguns deles já foram detalhados aqui no blog como: o Projeto Agrocortex, uma das maiores iniciativas de exploração florestal sustentável do país, focado na produção madeireira a longo prazo; a Fazenda Fortaleza Ituxi, com foco no manejo sustentável para redução das emissões de dióxido de carbono; e o Amazon REED+IFM, que tem como objetivo a conservação de mais de 20 mil hectares de floresta no Amazonas.

O MCO2 Token da Moss tem origem em projetos de conservação florestal que também beneficiam populações locais.

Para conhecer mais sobre os projetos, clique aqui.

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