Conheça 5 mulheres que trabalham na luta pelo meio ambiente

As mulheres que estão fazendo a diferença em prol do meio ambiente

Nos últimos anos a temática sobre a saúde do meio ambiente tem se tornado ainda mais frequente na vida da gente. A mudança climática mostra que algo precisa ser feito urgentemente para reverter os impactos negativos que estão colocando em risco não somente o nosso planeta, mas também os seres vivos que moram nele. 

Existem diversos debates sobre pessoas que estão trabalhando de forma ativa para mudar essa realidade em diversos lugares do mundo. Nomes importantes estampam capas de jornais e revistas, mas hoje nós separamos uma listagem de mulheres que estão empenhadas nessa luta justamente com o objetivo de celebrar o Dia Internacional da Mulher.

Cristal Muniz

A primeira é Cristal Muniz, uma designer brasileira que participou de um desafio que mudou sua vida: parar de produzir lixo. Ela tomou essa decisão inspirada na Lauren Singer, uma ativista ambiental que fez o mesmo e estava sem produzir lixo por dois anos. 

Nesse processo, Cristal começou a alimentar o site Um Ano Sem Lixo para compartilhar suas tentativas. Ela se baseou na experiência de Lauren (que é americana e, portanto, vive em um contexto diferente), e buscou soluções próprias para a redução do lixo, adequado às condições e à realidade brasileira. 

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Cristal Muniz, designer.

O conteúdo que postava em suas redes alcançou cada vez mais usuários, tomando grandes proporções e levando Cristal a participar do TEDx e à produzir um livro com suas dicas e descobertas, chamado “Uma vida sem lixo: Guia para reduzir o desperdício na sua casa e simplificar a vida”. 

O objetivo principal de Cristal é zerar até mesmo o consumo do lixo que pode ser reciclado, uma vez que, em determinado momento, o coeficiente de reciclagem se esgota – e a única saída para o produto são os aterros sanitários.

Wangari Maathai 

A segunda de nossa lista é a Wangari Maathai. Ela teve uma oportunidade que pode ser lida como rara para uma mulher queniana: Ela foi uma das 300 estudantes do país selecionadas para o Programa Airlift África, que ofereceu a oportunidade de estudar nos Estados Unidos. 

Após se graduar e fazer mestrado em Biologia, ela voltou ao Quênia, onde ela teve uma nova perspectiva sobre os danos ambientais em seu país e sobre a necessidade de direitos das mulheres.

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Wangari Maathai, mestre em Biologia e ativista ambiental.

Ela criou o Movimento Green Belt para lidar com ambos, ensinando as mulheres quenianas como plantar novas árvores em áreas desmatadas e como obter fonte de renda delas de forma sustentável. 

Desde então, o Movimento treinou 30 mil mulheres para tirá-las da fome e plantou 51 milhões de árvores. Por seu trabalho, recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2004, sendo a primeira mulher africana a receber o prêmio.

Vanessa Nakate

A terceira mulher da nossa lista é a Vanessa Nakate, uma ativista ambiental ugandense. Ela cresceu em Kampala, capital de seu país, e iniciou seu ativismo em dezembro de 2018 em razão da preocupação com os altos índices de temperatura na Uganda. Inspirada por Greta Thunberg a iniciar seu próprio movimento climático em Uganda, ela iniciou um ataque solitário contra a abstenção de posicionamento acerca da crise climática em janeiro de 2019. 

Por vários meses, ela foi a única manifestante fora dos portões do Parlamento de Uganda. Gradualmente, outros jovens começaram a responder aos seus pedidos nas redes sociais para que outros ajudassem a chamar a atenção para a situação das florestas tropicais no Congo. 

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Vanessa Nakate, ativista ambiental.

Assim, Nakate fundou a Youth for Future Africa (Juventude para a África Futura) e o Rise Up Movement (Movimento para se Erguer). Em dezembro de 2019, ela foi uma das poucas ativistas jovens a discursar na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 na Espanha.

No início de janeiro de 2020, Nakate se juntou a outros vinte jovens ativistas climáticos de todo o mundo para publicar uma carta aos participantes do Fórum Econômico Mundial pedindo às empresas, bancos e governos que parassem imediatamente de subsidiar os combustíveis fósseis.

Greta Thunberg

O quarto nome que separamos para vocês é o da Greta Thunberg que apresentou uma queixa formal à ONU (Organização das Nações Unidas) – mais especificamente, ao Comitê dos Direitos da Criança. A denúncia, feita em conjunto a outros 15 jovens ativistas (de 8 a 17 anos), pede que os países criem medidas para proteger as crianças dos efeitos da crise climática. 

Nascida em Estocolmo, capital da Suécia, Greta diz que ouviu sobre mudanças climáticas e aquecimento global pela primeira vez aos oito anos, durante as aulas do ensino fundamental. Em entrevista à BBC, a garota conta que o assunto a abalou tanto que, aos 11, entrou em depressão profunda, deixando, inclusive, de ir ao colégio.

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Greta Thunberg, ativista ambiental.

Seu pontapé inicial como ativista da causa climática aconteceu em agosto de 2018. Greta, na época com 15 anos, começou a faltar na escola para protestar, todos os dias, na frente do Parlamento sueco. A ideia era manter a greve até o começo de setembro, quando seriam disputadas as eleições gerais do país.

A menina ganhou companhia logo nos primeiros dias de protesto, mesmo sob as críticas de que ela não deveria abdicar das aulas para defender suas reivindicações. Ao jornal The Guardian, Greta disse que, enquanto estava na rua, não deixava de ler livros, especialmente sobre o clima. E aproveitou para cutucar o governo: “O que eu vou aprender na escola? Os fatos não importam mais. Se os políticos não estão ouvindo os cientistas, então por que devo aprender?” 

Gisele Bündchen 

O nosso quinto e último nome é o de Gisele Bündchen, que é uma das ativistas do meio ambiente mais famosas e engajadas. Prova disso é que ela acaba de doar R$ 100 mil para a Brigada Alto Pantanal, campanha lançada no início de setembro que visa a captação de recursos para a criação de duas equipes permanentes e aparelhadas de brigadistas para atuarem na prevenção e no combate a incêndios no Alto Pantanal (região de divisa entre Mato Grosso e Mato Grosso do Sul). 

A modelo e ativista ambiental fez a doação por meio do seu fundo, o “Luz Alliance na BrazilFoundation”. Para Gisele, poder contribuir para a criação da Brigada Alto Pantanal significa ajudar a conservar a vida. “Neste mundo, estamos todos conectados e o que acontece em um lugar tem reflexos em outros. Por isso, precisamos aprender a viver em equilíbrio com a natureza e, também, honrar todas as dádivas que ela nos provê”, argumenta. 

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Gisele Bündchen, modelo e ativista ambiental.

Nos últimos anos, Gisele tem atuado fortemente para levantar recursos para apoiar causas e ações de conscientização pela preservação dos recursos naturais e proteção dos povos indígenas. 

Sem sombra de dúvidas essas mulheres estão fazendo a mudança de forma positiva em prol da saúde do nosso planeta. Um fato importante é começarmos a nos questionar sobre o que nós podemos fazer aqui e agora para mudar essa realidade que não tem sido positiva. 

Você sabia que através do crédito de carbono você pode incentivar de forma direta projetos que trabalham na preservação da Amazônia? A MOSS está empenhada nessa luta e acredita que tudo pode mudar. E você? O que está fazendo para mudar a saúde do nosso planeta?

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